.Bertold Brecht
.Samuel Beckett
.Nelson Rodrigues
.Tennessee Williams
Música
.808SEX
.Aimee Mann
.Bad Religion
.Badly Drawn Boy
.Bambix
.Bella Lea (Ambulette)
.Betty Blowtorch
.Bif Naked
.Björk
.Black Rebel Motorcycle Club
.Black Sabbath
.Blackmore's Night
.Cachorro Grande
.Cat Power
.Cowboy Junkies
.Crucified Barbara
.Damon & Naomi
.Dance Hall Crashers
.David Bowie
.Dead Kennedys
.Denali
.Die Happy
.Dixie Chicks
.Drugstore
.Ednaswap
.Ennio Morricone
.Explosions In The Sky
.Eve's Plum
.Fabulous Disaster
.Flowing Tears
.Garbage
.Girlschool
.Green Day
.Guano Apes
.Hammerfall
.Helloween
.Hooverphonic
.Iggy Pop & The Stooges
.Jack Off Jill
.Janis Joplin
.Johnny Cash
.Kidneythieves
.L7
.Lacuna Coil
.Lana Lane
.Le Tigre
.Led Zeppelin
.Lords Of Acid
.Lullacry
.Lunachicks
.Lunascape
.Me First And The Gimmie Gimmies
.Meldrum
.Metric
.Midnight Movies
.Millencolin
.Morcheeba
.Nashville Pussy
.Nick Cave & The Bad Seeds
.Nightwish
.Offspring
.Patti Smith
.Peaches
.Pennywise
.Pink Floyd
.PJ Harvey
.Portishead
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.Radiohead
.Ramones
.Rancid
.REM
.Sahara Hotnights
.Save Ferris
.Scratching Post
.Sinergy
.Siouxsie & The Banshees
.Snake River Conspiracy
.Sons And Daughters
.Stratovarius
.Tequila Baby
.The Beatles
.The Bravery
.The Cranberries
.The Cure
.The Dandy Warhols
.The Distillers
.The Donnas
.The Doors
.The Dresden Dolls
.The Gathering
.The Gossip
.The Killers
.The Kills
.The Pixies
.The White Stripes
.The Yardbirds
.Tindersticks
.Tom Petty & The Heartbreakers
.Tori Amos
.Trailer Bride
.Tsunami Bomb
.Veruca Salt
.Vive La Fête
.Within Temptation
.Yeah Yeah Yeahs
Diversidades (altamente relativas)
Adjetivo: Puro Amigo: Presente Amuleto: Nenhum Animal: Águia Aparato: Câmera Aparelho: Não mais Aperitivo: Torradas Área: Humanas Arma: Palavra Ascendente: Áries Barulho: Agradável Bebida: Água / Suco Bebida Álcoolica: Tequila Bordão: Marcante Brincos: Não Calçado: Descalço Carne: Peixe Carro: Porsche Cheiro: Campo Chocolate: Amargo Cigarro: Não Colégio: Dante Alighieri Comida: Saborosa Cômodo: Quarto Comunicação: Real Cor: Amarela Desenho: South Park Dia: Quarta-feira Doce: Mel Droga: Computador Elemento: Todos Esporte: Basquete Estação: Primavera Estilo: Momentâneo Expressão: Alegre Fantasia: Mestre-cuca Feriado: Natal Fetiche: Seios Flor: Lótus Frase: Verdadeira Fruta: Maçã Gênero: Eclético Gesto: Confiante Gíria: De todos os lugares Horário: 4:00 da manhã Idioma: Misturado Ídolo: Muitos Instrumento: Guitarra Irmãos: Filho único Junk-Food: Pizza Língua: Ágil Loucura: Inédita Lugar: Tranquilo Marca: Jontex Matéria: Interessante Medo: Alguns Mobília: Cama Momento: Inesquecível Monstro: Vampiro Mulher: Atraente Nome: Pronunciável Número: Nove Objeto: Útil Óculos: Não País: Brasil Paisagem: Montanhas Palavrão: Às vezes Parte do corpo: Olhos Perfume: Armani Pergunta: Duvidosa Personagem: Diferente Pessoa: Humilde Piercings: Não Planeta: Terra Planta: Bonsai Programa: Prazeroso Queijo: M. Búfala / Gorgonzola Recheio: Bastante Refeição: Natural Refrigerante: Difícil Religião: Espirituosa Restaurante: Justo e bom Revista: Interessante Roupa: Pouca Sentido: Tato Sentimento: Amor Série: Aeon Flux Signo: Touro, Boi, Castor, Menino Sonho: Realizável Substantivo: Paz Super-herói: Homem-Aranha Tara: Ruivas Tatuagens: Não Temperatura: Ambiente Tempo: Chuva Time: São Paulo Verbo: Acreditar Viagem: Mundo Videogame: Nintendo Vilão: Frankenstein Virtude: Compreensão
Tocando
Adult.:
.Resuscitation Cat Power:
.Clear The Room
.Dear Sir
.Myra Lee
.Moon Pix
.The Greatest
.What Would The Community Think
.You Are Free Die Happy:
.No Guts No Glory Dive Destruction:
.Run Cold Hinterland:
.The Picture Plane Made Out Babies:
.Trophy PJ Harvey:
.Uh Huh Her The Concretes:
.The Concretes Trailer Bride:
.Hope Is a Thing With Feathers
Muita agitação nos fins de semana subsequentes à viagem! A primeira:
KARAOKÊ, YAKUZA e BISCOITOS CHINESES
Na Liberdade, em um karaokê todo vermelho, cheio de espelhos e com diversos quadros luminosos na parede - ou seja, em um lugar ultra-brega, mas sensacional -, entoei o hino deste blog - Where Is My Mind, dos Pixies - para a ali presente máfia japonesa. A mudança repentina de idioma, de ritmo e de etnia no palco, que só recebia japoneses cantando músicas bregas - mas também sensacionais -, espantou o clã, que só não me cortou em dois e me serviu como sushi ali mesmo porque aquele ambiente era familiar. Mas a família era a própria yakuza, afinal, e quando a minha desastrada companheira, que não sabia usar os pauzinhos e que já tinha se lambuzado de shoyu umas cinco vezes, decidiu acatar meu pedido e cantar Standing In The Way of Control, do The Gossip - um agito dançante de mais de quatro minutos com direito a pancadaria de pratos no refrão -, eu já virei a minha dose de sakê goela abaixo e deixei meus hashis em forma de uma cruz sobre a mesa, para o caso de ela repentinamente parar de cantar por ocasião de uma shuriken na testa. Mas graças aos bons espíritos, ou a um papelzinho de biscoito da "solte" que eu tinha rasgado e jogado fora anos e anos antes e que dizia...
"Quanto menos matéria existir, mais substância haverá."
Eu e minha amiga consegu... Hummm! Não, pera aí! De acordo com esse pensamento, acho que NÃO sairíamos inteiros de lá. O que ele dizia, na verdade, era...
"As benção chegam uma de cada vez, a desgraça vem em grupo."
Ceeeeeerto, biscoitinho, em grupo de dois ocidentais que não cantam nadica de japonês em um karaokê típico da região, né? Não era nada disso, também. Ele dizia...
"O homem é a principal fonte de seu próprio infortúnio."
Principalmente quando ele não sabe cantar? Tá bom, Sr. Biscoito, chega! (¬_¬)
"O fracasso é a mãe do sucesso."
Eis! Apesar de desolador, esse pensamento teria revertido a situação e livrado nossos pescoços. Mas isso se a yakuza realmente estivesse lá e se eu não tivesse fantasiado a parte dos biscoitos - que são chinesese e, claro, nada tem a ver com os japoneses!
FIM
Lendo este post, você ganha de brinde um biscoitinho chinês! Clique sobre ele para ler sua "foltuna" e, se quiser, compartilhe-a nos comentários, com, hm, "comentálios"!
postado por Felipe às
10:21 AM
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Sexta-feira, Novembro 16, 2007
VIAGEM REVÉS - DIÁRIO DE BORDO - DIA 7
Segunda-Feira (05/10/2007)
Campinas - Manhã Mais uma bela manhã em Campinas. Enquanto os pássaros cantam, pulando felizes de galho em galho, e as árvores balançam harmônicas ao afago do vento, a equipe de som, meio zonza de sono, diverte-se dobrando enormes mantas acústicas cheias de pó e cheirando a mijo. Ah, como é gostoso fazer cinema!
Boituva - Manhã A locação é uma rodoviária. A ação é o despertar de uma paixão. O mocinho conhece a mocinha por meio da disputa de uma caneta no guichê de passagens. Instalado no fundo do local, eu escuto e gravo o diálogo:
SIMONE (sorrindo)
Me dá a caneta e espera!
RICARDO (retirando a tampa da caneta)
Então eu fico com a tampa, pelo menos.
SIMONE ri e faz cara de desentendida.
RICARDO
Pra você não ir embora com a caneta.
SIMONE agora ri mais abertamente, eles seguem se apresentando, até não se poder mais ouvi-los.
Enquanto a magia do cinema ocorre em minhas orelhas e há alguns metros de mim, converso com a jovem e bonita funcionária daquele guichê, que aguarda o término das filmagens para voltar a trabalhar.
FELIPE
Desculpa, a gente tá te atrapalhando muito?
CAMILA
Não, tudo bem. O movimento agora é sossegado.
FELIPE
Ah é? Menos mal...
FELIPE liga o gravador e capta mais um take da ação.
FELIPE
E você fica fazendo o quê a manhã toda dentro desta salinha, enquanto não vem ninguém?
CAMILA
Ah... mais escutando música.
FELIPE
Só?
CAMILA
É...
FELIPE
E rabiscando a mesa!
CAMILA (rindo)
Ah é, ela tá toda marcada, já!
FELIPE
Eu vi! Inclusive, blá blá blá blá blá.
CAMILA
Blé blé blé blé blé!
FELIPE
Blá blé bli bló blu?
CAMILA
Blááááá!
Assim, eles seguem trocando olhares e sorrisos e conversando animados...
... não na linguagem dos BLÁs, evidentemente!
Com o fim das filmagens, porém, já não se podia mais ouvi-los. Toda a equipe havia partido, deixando a pequena cidade e todas suas vidas para trás. Como uma cena ligeira de um encontrão em uma rodoviária num filme qualquer, ou em uma vida qualquer, o momento havia se exaurido, assim como sua possibilidades.
São Paulo - Tarde Na rodovia de volta a São Paulo, o tanque de gasolina entra na reserva.
Ih, sem problemas! Aumenta o som aí e fiquemos tranquilos, logo mais surgirá um posto!
"Georgia, GeooOoOoOoOrgia! The whole day throOough!
Just an old sweet song, keeps GeOoOoorgia ooon my miiiind."
São Paulo - Tarde (3km depois) Que que é aquilo? Um posto? Não, é mais uma saída para outra indústria de biscoitos!
São Paulo - Tarde (5km depois) Mas que raios de Castelinho da Pamonha! Eu quero é gasolina!
São Paulo - Tarde (7km depois) AAAAGHHHH! Já passamos por quatro postos do outro lado da pista e ainda nenhum desse lado! Mas que absurdo! Que absurdo! Desliga essa droga de rádio!
São Paulo - Tarde (10km depois) Ah, ali outro caminhão! Vou encostar na traseira dele! *VRUUUM*
Com essa técnica sugerida por um colega da equipe de som, colocamos nossa sorte na mão da física, ou mais precisamente, do vácuo! Vaaaaaaaaaaai VÁCUO!
São Paulo - Tarde (12km depois) Com o carro na banguela, subimos uma calçada. É o fim de nossa angustiante viagem. Os pneus giram mais um pouco e, ali, já na cidade, alcançam, após sofridos dois metro de pavimento para pedestres, um posto de gasolina. Finalmente!
De tanque cheio, chegamos à FAAP sossegadamente e ali descarregamos todo o equipamento emprestado. Antes de partir, despeço-me de meu querido gravador de som, dizendo-lhe para não acreditar e ser atraído por todas as fitas magnéticas que ele conhecer e rodar em sua sonora vida. Então lhe ofereço um pedaço de bolo que sobrou e que o Alphonse não comeu, como lembrança.
São Paulo - Noite Em casa, enfim! De tanque totalmente vazio, meu corpo encontra apenas o vácuo de minha cama. Estirado sobre ela, penso em como a viagem foi longa e cansativa, mas proveitosa em alguns de seus belos momentos, como na ponte férrea. Penso em como perdi algumas coisas por não ter ficado em São Paulo por algumas horinhas a mais no primeiro dia. Tento imaginar em como as coisas teriam sido se eu tivesse ficado. Penso nos doces que ganhei a contra-gosto e nas pessoas que conhecia e que não conheço mais. Talvez nunca as tenha conhecido, na verdade. Penso em como minha percepção da vida mudou em tão pouco tempo e imagino como tudo será a partir de então. Em como os dias podem ser desgastantes ou esfusiantes, dependendo do que se faz, de onde se está, com quem se está. Penso na imensidão das coisas, nas possibilidades e nos sonhos a serem alcançados. E assim eu durmo, pensando...
... em como será quando eu acordar.
- - - - - - - - - FIM DO DIÁRIO DE BORDO DE REVÉS - - - - - - - - -
Campinas - Manhã Na casa do diretor de fotografia, um suntuoso café-da-manhã é preparado. Pão com manteiga, mamão, maria-mole, panetone, chá. Os pais do nosso anfitrião são muito atenciosos e por um instante a precariedade dos cafés-da-manhã passados é esquecida. De estômago bem forrado, a equipe de som sente-se mais do que preparada para captar qualquer tipo de ruído! Inclusive... hummmmm... *BUUURRRP*. Ah, que alívio...
Campinas - Tarde Enquanto o set é preparado para as filmagens, sapatos, botas e roupas de alguns membros da equipe exalam seus fedores sob a forte luz de um refletor a eles direcionado. Trata-se da mais nova, avançada e heterodoxa forma de secagem rápida do meio cinematográfico! Ficou interessado? Peça já o seu!
Fresnel Secador 2000W Ultra! Rodrigo e Brandão aprovam!
Campinas - Noite Após algumas tomadas de um menininho peralta saindo de baixo de uma pia, mais uma diária termina. Que grande aventuras e emoções nos aguardam amanhã? Não sei e nem me importo! Só sei que agora é hora de roncar! Fiuuuuu.... ZzZzZz... Fiuuuuuu.... ZzZz...
postado por Felipe às
11:23 AM
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Terça-feira, Novembro 13, 2007
VIAGEM REVÉS - DIÁRIO DE BORDO - DIA 5
Sábado (03/10/2007)
São Paulo - Manhã A comitiva se reúne e cinco carros partem para um destino insólito: uma enorme ponte férrea em Mairinque. Na estrada, o tempo se fecha e ameaça as filmagens. Kilômetros depois, os carros adentram um caminho de terra que parece não ter fim. Então gotas começam a cair, para o desespero geral. E de repente um toró! Tudo vira lama. Meu carro derrapa em algumas poças e buracos. Não sei o que estava tocando no momento, mas deveria ser alguma coisa divertida. Apesar do contratempo para o filme, eu estava adorando, wooho! Em alguns momentos cruzava com motos de motocross e imaginava que se eu tivesse um 4x4 off-road também pisaria fundo naquela estrada! Mas estava sosssegado em meu carrinho e assim a viagem prosseguiu, até que adentramos um lugar chamado Vale da Esperança, um local mágico onde os Deuses devem gostar de cinema, pois fizeram com que o tempo abrisse e a chuva parasse. Mais alguns kilômetros adiante e enfim a ponte! Vacas com sininhos se balançavam alegres para saudar nossa chegada!
Mairinque - Tarde Eis que estou ali, apoiado com as costas em uma barra de ferro. Abaixo, algumas pessoas do tamanho de formigas. "Pode se soltar da grade, levantar os braços!", grita uma voz atrás de mim. Ceeeeeeerto! Faço isso. Então fico ali, meio que flutuando do lado de fora do corrimão de uma ponte de mais de 50 metros. Só o horizonte à minha frente. Meus pés metade no concreto, metade no vazio. Que sensação... Esse foi o momento que eu tive mais receio, no sentido de alguém me empurrar e eu cair não por minha própria vontade. Mas chegar até ali, na beirada do precipício, foi fácil. Em momentos como esse, de extrema tensão, acostumei-me a esvaziar os sentimentos e encarar o que for que seja. São situações instigantes, por mais horríveis que pareçam, já que fogem do todo rotineiro. Adoro! Assim, saltar daquele lugar não seria diferente e não exigiu muito esforço. Quando gritaram "Três, dois, um!", pulei sem medo! Quando reparei, já estava de ponta-cabeça, balançando para lá e para cá na corda elástica e gritando de exaltação a plenos pulmões. Cheguei ao chão meio zonzo. A proporção de sangue nas partes do meu corpo deveria estar meio louca! Parecia que tinha acabado de acordar ou de levantar rápido. Mas aos poucos fui me recuperando. O suficiente para realizar um outro salto, mais tarde. Nesse, levantei os braços sem receio e mergulhei com eles bem abertos, pulando com a maior vontade do mundo. Nada parecido com o primeiro salto, no qual dei um pulinho no abismo e fiquei me contorcendo no ar como uma lagartixa, até ser puxado desengonçadamente de volta pela corda. Não! O segundo foi etéreo e dez vezes mais proveitoso. Penso que, como outras coisas na vida, a primeira experiência vale por ela mesma, por ser a primeira. Trata-se da iniciação em algo que aparenta ser apenas aquilo, mas que na verdade pode ser algo muito maior. Passado a gana de conferir do que se trata, o corpo solta-se e solta-se subsequentemente cada vez mais, rumo ao verdadeiro sentimento a ser ansiado, que não diz respeito à iniciação ou à experimentação, mas à apoteose!
Filmes com trem e bungee-jump, sempre!
Mairinque - (Mais) Tarde O humor dos Deuses do Vale da Esperança subitamente muda e uma chuva tremenda cai sobre nossas cabeças, bem na rodagem dos últimos planos. A equipe corre cambaleando com os cases dos equipamentos para longe da ponte de ferro, para não fritar com eventuais raios na cabeça. O lugar mais rápido e seguro de se chegar é oposto aos carros de toda a equipe, então corremos para lá. Jogamos tudo dentro do único automóvel que há ali, que é do grupo contratado para os saltos. Então aguardamos, sob a chuva. Sob muita chuva! Do outro lado da ponte, alguns felizardos dormem tranquilamente no conforto de nossos carros. E nós ali, ficando cada vez mais ensopados! Abraços coletivos, danças tribais e alguns minutos passados, a chuva abranda e a tempestade elétrica diminui o suficiente para todos tomarem coragem para atravessar a ponte. Com a locação toda molhada e o tempo fechado, não há como filmar os planos restantes. Toda a equipe então começa a se enxugar, trocar de roupas e empacotar as coisas. Eu vejo que só tenho um pijama azul e um par de chinelos na minha simplória mala e decido definitivamente pedir um conjunto de roupas para um colega da equipe. Assim, o diretor de som, com a roupa do diretor de fotografia, pisa fundo de chinelos e meias no pedal e se manda dali junto com os outro quatro carros. Alguns deles tomam o caminho de volta para São Paulo, enquanto outro vão para Campinas, passando a noite na locação do dia seguinte. Escolho a última opção, pois não haverá mais filmagem pelo resto do dia, o que significa noite livre! Saidela à vista, ueba!
Campinas - Noite
Fué fué fué...
Vai um bolo? De chocolate amargo? Que delícia para se comer sozinho em casa, numa noite de sábado! Yum! Tô me acostumando com esses encontros que terminam assim. Ah, Alphonse... Alphonse de dois posts atrás... Não é que você estava certo, meu caro? Pois é... Ah... A vida... Os encontros... As mulheres... Quem as compreende, não é, meu amigo? Mas enfim... Hm... Esse bolo... Hmmm... Pelo menos... Pelo menos ele tá gostoso. Quer um pedaço, Alphonse?
postado por Felipe às
2:18 AM
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Segunda-feira, Novembro 12, 2007
VIAGEM REVÉS - DIÁRIO DE BORDO - DIA 4
Sexta-Feira (02/10/2007)
São Paulo - Manhã Rooonc... fiuuuu... roooonc... fiuuuu...
São Paulo - Tarde Hipoteticamente, a filmagem de um único plano de 25 segundos em que a ação é apenas um diálogo em uma cama deveria ser rápida, mas levou a tarde toda! Ugh! Pelo menos, era a única cena a ser rodada hoje, o que significa noite livre! Saidela à vista, ueba!
São Paulo - Noite
Fué fué fué...
Vai um bolo? De morango? Que gostosura para se comer sozinho em casa, numa noite de sexta! Yum!
São Paulo - Madrugada De barriga cheia, durmo sossegadamente em minha cama, sem a noção de que em apenas algumas horas eu estaria em uma queda livre de mais de 50 metros, com meus órgãos saindo pela boca, minhas pernas balançando no ar e meu corpo rumando a um espatifamento no chão. Naturalmente, o que se seguiria seria a minha morte, ou melhor, minha transformação em purê. Não fosse, porém... TCHARÃ-RÃÃÃÃ!
CONTINUA NO PRÓXIMO CAPÍTULO!
postado por Felipe às
8:32 PM
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Interrompemos a programação normal, das Fantásticas Aventuras de Felipe no País de Revés, para a transmissão de um pensamento:
"A mulher é igual à sombra: se correis atrás dela, foge-vos; se fugis dela, corre atrás de vós!"
Alphonse M. L. P. Lamartine, poeta francês.
Retornamos agora à programação normal. Mas antes, um informe técnico:
Os comentários estão fora do ar. Nós, da Felipe's Blogdifusão Incorporation Cabeçation esperamos que eles sejam bonzinhos e também voltem a sua programação normal. DIABOS!
Porangaba - Manhã Seis da manhã de pé! Café da manhã: dois litros de leite para 16 pessoas, requeijão radioativo, Xoc Achocolatado em Pó, pão dormido e Xereta Coca. Alimentação digna de um filme de baixo orçamento!
Porangaba - Manhã (Mais tarde) Cena em uma ponte sobre um rio. Cigarras cantam sem parar! Taquem pedra na árvore, taquem pedra na árvore! Para a integridade sonora deste filme!
Porangaba - Tarde Um temporal sem precedentes se aproxima! Assim como um helicóptero, que pousa ao lado do quarto onde estamos filmando. Tudo é muito estranho... muito estranho. Gotas começam a cair sobre os equipamentos de iluminação do lado de fora. Correria para salvá-los! O desespero paira sobre a equipe. Conseguiremos ou não fazer essas cenas, com a chuva? Uma reunião extraordinária é realizada. As filmagens devem ser adiadas? Dá para fazer? Mas os céus logo abrem uma brecha e, sem chuva, conseguimos rodar o necessário! Uhay! Mais uma vez a equipe de som, sem fazer nada, salva o dia!
Porangaba - Noite Em meio a um ambiente apocalíptico de um céu completamente cinza e com um vendaval balançando fortemente as árvores, a equipe de som se apressa para arrumar as malas e se mandar dali a tempo! Em instantes, antes que toda a água do mundo caia sobre nossas cabeças, estamos na estrada, ao som deslocado mas descolado de Mashmakhan. Eu danço, assim como meu carro, que corre em pequenos zigue-zagues por causa da forte ventania. Não há o que fazer, a não ser pisar no pedal, manter e guarda e esperar que cheguemos inteiros em nossas casas!
São Paulo - Noite Apesar das espectativas negativas, a chuva e o trânsito foram bem leves. Chego inteiro o suficiente para capotar apenas em um lugar - minha cama. CRASH!
Porangaba - Manhã Acordo vivo, para sorte do filme a ser feito. Dirijo-me ao set, que é nada menos do que uma igreja particular. Ali, monto meus equipamentos de som. Na falta de uma vara decente para segurar o microfone, meu assistente utiliza um bamboo. Surpreendentemente funciona melhor que um emergencial cabo de vassoura!
Porangaba - Manhã (5 minutos depois) Minha felicidade dura pouco. Sou atacado por duas vespas que fincam seus ferrões em meu braço! Outch! Começou a maldição do Halloween!
Porangaba - Tarde Próxima locação - um campo ermo e bucólico minado com pedras e pedras de esterco bovino! Cautelosa e bravamente o batalhão de filmagem se arrasta pelo campo de guerra, alguns desviando da merda com sucesso, outros pisando fundo e com gosto. Apesar destas últimas baixas, a equipe atinge e toma o ponto estratégico requerido - uma árvore ao lado de um cacto gigante!
Porangaba - Tarde (5 minutos depois) A operação de sucesso dura pouco. Pelo menos para a equipe de som, que descobre que as pilhas do gravador estão esgotadas. Malditos do filme anterior! Plano B - dublagem. Ugh! Haverá retaliação!
Porangaba - Mais tarde Uma expedição que consiste de mim e de mais um sujeito é enviada à cidade para comprar pilhas. O lugar é minúsculo, mas acabamos achando dois supermercados, um de frente para o outro! Yea!
Porangaba - Mais tarde (5 minutos depois) A euforia dura pouco. Nos dois estabecimentos, encontramos apenas pilhas Super-Hyper-D, que parecem Super-Hyper-Pontentes, mas que não são nem de perto Super-Hyper-ALCALINAS!
Porangaba - Noite Tempo para descanso. Enquanto alguns se jogam no sofá, outros preparam a comida. Fico à espreita. Yumi!
Porangaba - Noite (5 minutos depois) A espectativa dura pouco. Macarrão grudento é servido como jantar. Especial de Dia das Bruxas, imagino.
Porangaba - Madrugada O dia macabro termina sem nenhuma morte ou desaparecimento. Consigo dormir sossegadamente no quarto, desta vez, graças à exaustão.
Porangaba - Noite Quarto com oito marmanjos! Nããããããão!
Porangaba - Madrugada Calor, fedor e roncos! Fujo do quarto descalço de calça jeans e com um travesseiro debaixo do braço. Corro para a escuridão fresca e silenciosa da noite. Pulo dentro do meu carro. Agora terei sossego! Estendo minhas pernas para fora da janela.
Porangaba - Madrugada (3 minutos depois) Pernilongos começam a me comer.
Porangaba - Madrugada (2 minuto depois) Fecho os vidros!
Porangaba - Madrugada (1 minuto depois) O interior do carro começa a embaçar e parecer uma sauna. É difícil de respirar. Não consigo me mexer direito no banco de trás, que nunca pareceu tão apertado. SOS! SocooOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOorrrrrrrrrrrrrrrr... oOoOoOoOoOooOrRrRr... oOoOoOrrr..... orro...
Momento de ruptura que não chega. Explosão orgânica que não ocorre.
Um zunido crescente indica a iminência do cataclismo de minha realidade, contudo.
Minha elasticidade está estirada! Minhas células estão trepidando!
Os ossos e músculos de minha realidade aguentarão o baque? Seu propósito é aniquilante!