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Sábado, Outubro 27, 2007
Olhos de vidro, troféus de pirulito, prêmios inesperados, digitais flutuantes, perdidos na noite, troca de fluídos, mamilo furado, hematomas pelo corpo, insônia latejante, atores que viram diretores, pessoas desaparecidas, chantagem por um número, yakisoba, redenção à carne, revelações em um set gay, encontro às 7 da manhã, dreads coloridos, beirute de morango com rúcula, lambida na bochecha, repulsa ao cinema, indiferença às imagens, República Islâmica da Mauritânia, rabiscos infantis, piscina aquecida, água nos olhos, plantações de bananeira, desenhos em vidro embaçado, duelos no velho oeste, quedas de energia, fotografia confiscada, gotas de chuva, olhos acinzentados, filas insanas, airbag assassino, guarda-chuva roubado, garranchos abstratos que parecem animais, copões de cerveja, pintinhas charmosas, ônibus partindo, Chan Marshall e sua voz embriagada, um parque escuro e vazio, canseira desoladora, cochilos no carro, refletores tristes, trânsito infernal, fugas de madrugada, corpos sem destino. De uma semana inusitada e muito significativa, restou a ansiedade, a angústia e a espectativa.
postado por Felipe às
8:28 PM
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Segunda-feira, Outubro 22, 2007
Where Is My Libido?
postado por Felipe às
1:26 AM
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Sexta-feira, Outubro 19, 2007
AAAAAAAAAAAAARRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR...
...gh!
Tô morrendo asfixiado!
postado por Felipe às
2:58 AM
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Quarta-feira, Outubro 10, 2007
Quantas linhas desconhecidas há em minhas mãos!
postado por Felipe às
10:50 AM
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Ok, tudo arrumado. Mas bem que gostaria de não ir. Há tanto a se fazer por aqui, que essa viagem parece meio deslocada de meu contexto. Aliás, a maioria das atividades da faculdade parecem deslocadas, nesse sentido. Que situação ingrata. Não vejo a hora de me libertar desses grilhões e me entregar loucamente às minhas paixões.
postado por Felipe às
10:50 AM
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Ah, sentimento miserável! Angústia latejante. Pensei que havia expurgado de mim todas as malezas do magnetismo orgânico, depois de suscecíveis desmagnetizações. Mas uma força me puxa e desorienta e todos os órgãos do meu ser dão voltas e voltas e voltas e caem de seus patamares, instaurando uma nova lógica. A lógica do metal imantado.
postado por Felipe às
12:27 AM
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Terça-feira, Outubro 09, 2007
Não se trata de suor. Não faço idéia do que anda sendo exalado de meus poros além de sebo.
postado por Felipe às
3:17 AM
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Segunda-feira, Outubro 08, 2007
Ora, cretina bola de carne, que rola, rola e assim enrola toda a orla a toda a hora.
postado por Felipe às
12:07 AM
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Domingo, Outubro 07, 2007
Orifício Profano
Pergunto-me até quando essa relação vai durar, se é paixonite ou não. Acontece que as pernas cruzadas dessa ninfa estão ao redor da minha cabeça e me sufocam. Ela aperta com tanta força! Um reboque seria necessário para tirá-la daqui. Essa parasita...
Nessa posição, respiro através dos seus sulcos e enxergo por suas cavidades. É uma estranha visão.
postado por Felipe às
11:57 PM
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Assim como a energia se perde em seu trajeto de um ponto a outro, toda a força de um urro interior pode se pulverizar e desmanchar em diversas barreiras. Uma destas é a transformação de pensamentos, de idéias abstratas, em um código linguístico concreto, o que amputa grande parte das verdadeiras sensações. Estas se transformam e, dependendo da velocidade com que isso acontece, tornam-se mais ou menos fiéis ao impulso original. Como se não bastasse, as vontades e desejos também são reprimidos pela instância do superego, que opera como um detector de metais, alertando frente às forças que parecem moralmente suspeitas. Como resultado, atinge-se o outro ponto, mas talvez de maneira tão débil, que este mal é capaz de escutar o mísero eco daquilo que foi exprimido com tanta força em algum lugar nos confins do ser.
Não há alternativas, no meu caso: hei de exercitar minhas cordas vocais e forjar um grande martelo. Apenas espero que os escombros da destruição provocada não caiam sobre minha cabeça!
postado por Felipe às
9:27 PM
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Quinta-feira, Outubro 04, 2007
Por mais que questione o motivo de ter me metido nessa encrenca chamada cinema, as circunstâncias têm comprovado uma verdade que às vezes me assombra, a de que essa puta é a minha única e verdadeira amante.
postado por Felipe às
12:44 AM
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