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Terça-feira, Setembro 25, 2007
Antes de continuar, gostaria de dizer que em minha mão direita, entre duas longas veias que se ramificam, há um ponto preto. Trata-se de uma pinta. Seu diâmetro de um milímetro, talvez menos, a possibilita em dias de sol proteger-se na sombra de um ou dois pequenos pêlos vizinhos. Apesar do bem-estar evocado pela companhia dos vizinhos longuilíneos, seu dia-a-dia é extremamente solitário. Há cinquenta poros dali, duas outras pintas formam um par.
Pobre ponto preto, que em uma distante noite de amor pulou de outro corpo para o meu e foi logo cair sozinho no meio do nada, ali nas costas da minha mão.
postado por Felipe às
2:03 AM
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Algumas informações aparentemente triviais:
- Minhas mãos não estão mais tão secas.
- Recuso-me agora a comer carne.
- Parei de estalar o pescoço.
- Peguei fogo.
postado por Felipe às
1:47 AM
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Que diabos! Escrevo e escrevo, só para que o tempo passe. O sono não chega, só chegam impasses.
postado por Felipe às
1:31 AM
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Gostaria eu de entrar em contato. Com todas as sereias que se esbaldam na água. Que me entonam canções, que me mostram seus dotes.
Mas estou fadado à solidão nesta caixa. Flutuando pelas ondas, sem ninguém que me pare.
postado por Felipe às
1:25 AM
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Até onde suportarei não sei. Já se somam quase quatro meses. Andando por aí tento controlá-lo, mas a selvageria é cada vez maior. Meu cabelo cresce e cresce. O intuito é deixá-lo seguir assim, seu curso natural. Mas não é fácil. Sobre a minha testa os tufos provocam algumas espinhas. A desarmonia de seu volume às vezes também incomoda. Mas não o cortar tornou-se um desafio. Fui tentato diversas vezes. Em uma, cheguei a ir até o cabeleireiro, mas resisti e acabei cortando só as pontas. Até onde isso vai eu não sei. Já se somam muitos dias. Fico por aqui em um impasse. Entre o orgulho e a entrega.
postado por Felipe às
1:15 AM
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Deslocada a este computador portátil no qual escrevo, a internet se mostra a mim ainda mais desencantada. A torrente de informações supérfluas, o distanciamento dos objetos, o exibicionismo pessoal. Tudo me leva a primar por uma experimentação mais profunda, próxima, subjetiva. Porém, no concretismo do real em que respiro, as relações cotidianas se mostram tais quais as virtuais e surge uma angústia que me lança à procura de uma vivência transcendente. Encontro-a nas artes. Assim, em sua contemplação e em sua produção me atiro. Em seu universo eu me tranco. *klec*
postado por Felipe às
12:55 AM
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Segunda-feira, Setembro 24, 2007
Aqui jaz minhas palavras. Devoradas.
Foram-me roubadas. Levadas a lugar algum.
Meus dedos choram. Não rememoram.
Foi-se um urro que sequer existiu.
Maldito CTRL+W!
postado por Felipe às
5:54 AM
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Segunda-feira, Setembro 03, 2007
Na negação ando encontrando forças para persistir em minhas idéias, formando, assim, uma identidade própria. Através da não dependência de instituições, corporações, materiais, pessoas e o que que quer que seja, meu ser tem agido espontaneamente e assumido seu direito nato de se expressar e de lutar por aquilo que natural e legalmente lhe convém. Avante, portanto.
Avante, avante, avante!
"A vida é curta. Se vivermos, vivemos para marchar sobre a cabeça dos reis” - Shakespeare
postado por Felipe às
4:35 PM
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