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Nome: Felipe Chiaramonte
Idade: 24 anos
Sexo: Masculino
Cidade: São Paulo (SP)
País: Brasil

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Há sete anos escarafunchando o sistema nervoso!

gRrRrRrRrR!
Child With Toy Hand Grenade in C. Park, NY
Diane Arbus, 1962

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Uma luta de cada vez.

Sábado, Outubro 25, 2003


Oa! Ontem fui na pré-estréia de Freddy Vs. Jason. O filme é razoável e só vale mesmo para ver a batalha final. Não há economia de sangue, de peitos ou de situações manjadas. É um daqueles filmes de terror típicos em que você mais ri do que sente medo. Apesar disso, há algumas boas sacadas, principalmente ao que se refere à relação dos dois vilões. Em determinado momento você não sabe se torce para Freddy, para Jason ou para os mocinhos. Vale a pena apenas por essa novidade, a de se ver dois ícones do terror se enfrentado. Fora isso, espere por um filme de terror mediano, sem muitos sustos, mas com muita carnificina explícita.
Aproveitando a passada no shopping, comprei os filmes Sociedade Dos Poetas Mortos e O Chamado (americano). O primeiro é indispensável, enquanto o segundo diverge opiniões, mas não deixa de valer uma assistida.

Listen up: Dance Hall Crashers - Cat Fight
Citação: "Fui à floresta porque queria viver de verdade. Eu queria viver profundamente e tirar toda a essência da vida. Fazer apodrecer tudo que não era vida e não, quando eu morrer, descobrir que não vivi." - Sociedade Dos Poetas Mortos
Almoço do dia: Torrada com patê de azeitona e de ervas finas

postado por Felipe às 3:05 PM | Comments:



Sexta-feira, Outubro 24, 2003

Uma noite úmida, com nuvens ameaçando dar um banho nas lápides encardidas e varrer as folhas secas das árvores esquálidas. O cemitério está mais escuro que o habitual, tendo a lua se perdido atrás das nuvens. Além da escuridão, há um quietude fora do comum. Os grilos deixaram de cantar, as corujas de piar e os fantasmas imaginários de gemer. Conduzidas pelo vento, as folhas dançam pelo chão e pelos túmulos uma música inaudível. O único som produzido é o de um rádio que vem da casa do responsável pelos túmulos, o velho Gripper, além do som do rugindo das nuvens, como se ameaçando o mundo.
Então o céu despenca, as lápides choram, as folhas nadam, Gripper fecha as janelas e em um túmulo ao lado do portão de entrada, uma mão sai da terra.


Ahaha. Que meleca. Enfim, tarde muito ou não, sempre volto! Desta vez fiquei fora de órbita pois andei lendo, escrevendo, assistindo e jogando bastante. Mas todos sabem que no fim termina tudo em blog.
Nesse meio tempo, li dois livros: Os Pilares da Terra, de Ken Follett, e Angústia, de Stephen King. Antes desses, li dois outros do King, A Maldição do Cigano e Jogo Perigoso. Agora leio Eclipse Total, também dele. Haja fôlego! Para ser sincero, há mais de uma centena de livros aqui para ler, incluindo a obra completa de Agatha Chrstie e a de Sir Arthur Conan Doyle. Mas tranquilo, até o final do ano eu leio tudo. Oh ya, ahah! Mas nem que lesse no banheiro, mastigasse livros e os usasse como travesseiro.
Fora as leituras, comecei a escrever um conto coletivo (cada pessoa escreve uma parte) para uma lista de discussão de Stephen King. Só que minha parte estava ficando muito longa, então acabou por ser dividida em duas. A primeira está quase concluída - quando terminar, colocarei o endereço aqui - e a segunda está com meio caminho andado, já com o roteiro pronto.
Nessa onda de King, comprei três filmes baseados em sua obra. Conta Comigo (Stand By Me), Carrie, a Estranha e Eclipse Total. Só assisti ao primeiro. Os outros dois verei depois de ler os livros. Comprei também Taxi Driver, do Scorsese. Este eu recomendo a todos, juntamente com Conta Comigo. Antes desses filmes, comprei alguns outros, como Rose Red - A Casa Adormecida, Louca Obsessão e O Aprendiz (Apt Pupil). Todos baseados em King. Desses só recomendo o último e arrisco o do meio. Além dos filmes, andei assistindo Yuyu Hakusho, um anime que acompanhava cinco anos atrás. Comprei os episódios em CD, e agora poderei ver o final da saga, que perdi quando era menor. Uhay! Ô nostalgia!
Lendo, escrevendo, assistindo e.. hm, jogando! É, jogando um jogo para PC chamado Runaway. Bem bacanudo! Antes dele, estava jogando Viewtiful Joe pro GameCube, só que esse eu zerei em dois dias e logo perdeu a graça.
Mas não foi só o jogo que perdeu a graça. Todas as atividades deram uma recaida. E a prova é eu estar escrevendo aqui. Veja, como comecei a ler Eclipse Total ontem, então a história ainda está na primeira marcha; tenho escrito em um ritmo lento, com exceção de quando surge alguma idéia nova para ser implementada na trama; não há mais filmes para assistir, já que vou ler os livros primeiros, além de eu ter parado de assistir Yuyu; e por fim, ando jogado muito pouco, pois engavetei Viewtiful Joe e deixei Runaway um pouco de lado.
É, a terra foi se acabando, eu fui cavando, até que saí da cova. E toda essa chuva de filmes e de livros que conferi poderiam render bons posts aqui, algumas resenhas etc, mas vou deixar para outra hora. Agora só escrevo para mostrar que estou vivão!
Deixando de lado a velharia, presto FAAP no domingo, para Rádio e TV. Desejem-me sorte, pois vou precisar, já que não estudei lhufas. (=


Stephen King

No rádio de Gripper: Colin James - Just Came Back
Escrito na lápide: "Pode atirar, sua vadia! Eu sempre volto, não importa como, eu sempre volto! Mas morrer é tão ruim..." - Chucky, em a Noiva de Chucky, momentos antes de virar queijo suíço
Updates: Criei mais duas listas, no menu esquerdo, com uma porrada de filmes. Não chegam à excelência dos filmes da primeira lista, mas também são ótimos! Também atualizei as listas de compras e de músicas, no menu da esquerda, e as fotos da seção On The Spot, no menu da direita. Nesse menu também adicionei novos links. Fora isso, troquei os olhos e a minha foto na parte superior (já era hora!), além de ter colocado abóboras no logo. Halloween, here we come!

postado por Felipe às 2:25 AM | Comments:



Quinta-feira, Outubro 02, 2003

"Poxa..." eu digo com tristeza para a mulher grávida que sai do carro. Ela apenas me dá um sorriso. Era a primeira vez que ela fazia o teste. Havia derrubado a baliza da frente na hora de sair, na terceira tentativa, quando finalmente havia colocado o carro lá dentro. Eu assisti o cone tocando o asfalto. Falta de sorte. Um erro desses e você já era. Bau-bau. Quinze dias de espera até o próximo teste, uma multa de R$90 por ter sido reprovado e mais despesas com futuras aulas extras. Você paga mais de R$100 por tombar um cone. "Ainda bem que não era uma Mercedes, hein? Nessa você já teria perdido R$2000", ouvi do instrutor quando encostei no cone de trás na primeira tentativa de baliza, quando fiz o segundo teste, há duas semanas. Não deixava de ser a verdade. Mas todos sabem que uma volta no quarteirão não avalia ninguém. O que dizer então sobre uma balizinha? Mas é assim que funciona. A grávida sabe disso. Eu sei disso. E todos os cones que são derrubados são provas disso. Os que caem no dia do teste, é claro. Pois nas aulas eles não costumam cair, o que é muito curioso e também revoltante, já que o fato só acontece no dia da prova.
- Que apertado. - digo enquanto regulo o banco, já dentro do carro.
- ... Nome?
- Felipe.
- É a sua primeira vez, Felipe?
- Terceira - digo rindo.
- Ok, quando você estiver pronto.
Já ajustava o espelho retrovisor central. Passo então para o esquerdo, seguido do direto. Coloco o sinto e giro a chave. Seta para a esquerda e primeira marcha. Abaixo o freio-de-mão e olho o retrovisor. "Pista livre, ótimo". For fim, ou para começo, piso no acelerador.

Conversar com o instrutor é uma boa. Além de você aliviar a tensão, pode distraí-lo um pouco. Qualquer conversa de taxista é eficiente.
- Que sol. Sempre que venho fazer o teste está esse calorão. - começo a dizer.
- Ainda bem que não está chovendo, né?
Aproximava do local da rampa. Diminuí a velocidade e liguei a seta.
- Pois é. Ficar expremido em baixo daquela lona da perua (do cara que vende pastel e caldo de cana) ou dentro dos carros da auto-escola não deve ser muito legal. - fora o fato de que dirigir com chuva é mais um obstáculo, é claro - Paro aqui na direita, certo?
- Isso.
Não há nenhum outro carro na minha frente ou no local da parada. Giro o volante à direita, alinho o carro com a guia e começo a diminuir. O carro está quase parando quando começa a gemer alto. Um gemido de morte. Não só para o carro, mas para mim. Solto um "opa!" e então afundo um pé na embreagem, outro no freio, tiro o carro de marcha e puxo o freio de mão. A salvo.
- Ok, pode sair - diz ele, sem ao menos abrir a porta e verificar a distância do carro à guia.
"Oh ya!", penso ao ligar a seta para a esquerda, colocar primeira e abaixar o freio-de-mão. O carro sai das sombras das árvores e volta para a rua. Em frente há um cruzamento em que a preferencial não é minha. Preciso virar a direita, já que o percurso é uma volta no quarteirão. Então paro em cima da faixa, já que não há pedestres. Repito a seta e viro à direita. "Daqui até a baliza é tranquilo. Estou mandando bem!".
- Ahm.. na próxima a direita, certo? - digo após dirigir por alguns segundos na nova rua.
- Não, é nessa daqui.
- Opa!
Então viro novamente à direita, entrando na rua em que a maior dificuldade é uma lombada. Então avisto um Husky cinza e branco, grande e com pêlos compridos que reluzem à luz do sol. Uma preciosidade.
- Putz, sempre quis ter um Husky. Olha que lindo.
- É... - diz rindo.
Passo pela lombada e me aproximo não só da penúltima curva à direita, mas também da última reta, onde há o último obstáculo, as balizas. Dentro de instantes estaria manobrando para fazer alguma das quatro ou cinco que estão divididas pela rua. Na noite anterior fiz todas elas. Lembro de ter pegado a guia em apenas uma ou duas tentativas, de um total de sete. Estou bem preparado e até agora não errei nada. Espero que a sorte esteja do meu lado.

Entro na rua e a encontro livre.
- Paro em qual delas?
- Na última.
Aquela baliza era a única visível para as pessoas que aguardavam para fazer a prova e para os professores que levavam seus alunos, já que se encontrava perto da esquina. Também era visível para a minha mãe, que acompanhava e aguardava com o pessoal da auto-escola. Ela não assistiu minhas outras duas tentativas falhas, mas decidiu vir desta vez. Tinha certeza que ela estava rezando.
- Tá legal. - digo ligando a seta para a direita e me aproximando das balizas juntas à guia, já colocando o carro em posição.
Agora tinha que seguir os passos. O passo-a-passo de como fazer uma baliza. Claro que depois de algumas tentativas nas aulas práticas, conferi que esse passo-a-passo nem sempre dá certo. Às vezes era necessário passar um pouco da medida ou adiantá-la.
Emparelho a traseira do carro com a baliza da frente e paro. Esse era o primeiro passo. Neste ponto era possível ver o time que torcia por mim. Minha mãe, meu professor, a grávida, uma aluna baixinha e um aluno de quase dois metros. Minutos antes eu estava no lugar da grávida, vendo ela derrubar a baliza da frente. Mas afasto o pensamento enquanto coloco marcha ré.
Solto a embreagem ao tempo em que viro o volante à direita. Não há nenhum carro vindo, então continuo a manobra. Quando a baliza de trás some no canto esquerdo do retrovisor central, paro o carro. Esse é o segundo passo. Dou duas voltas para a esquerda no volante, para acertar as rodas. Repito a seta. Esse é o terceiro passo. Revezo a embreagem com o freio e o carro começa a descer, já que a rua é um pouco inclinada. O quarto passo é emparelhar o retrovisor da direita com a baliza da frente. Só que eu percebo que se emparelhar, irei pegar na guia quando o carro descer, então paro o carro um pouco antes. Ok, rumo ao quinto passo. Giro o volante rapidamente para a esquerda e deixo o carro descer, segurando-o no freio e observando os retrovisores. Então o problema. Eu não ajustei muito bem o retrovisor direito no começo do teste, portanto não consigo enxergar a guia. Levanto minha mão para arrumar o espelho. Então lembro que se eu o arrumar durante a prova, perderei pontos. Paro com o movimento suspeito e volto à manobra. Desço o carro com o receio de alguém que tem um cisco no olho direito, tendo a baliza da frente como referência. Em tal ponto paro o carro, coloco no ponto-morto e puxo o freio-de-mão. Ele está estacionado.
- Aee! - grito dando uma palmada com as mãos.
- Ok, pode sair. - diz como da primeira vez, sem ao menos abrir a porta.
- Pode deixar... Pô, que pena o que aconteceu com a mulher que fez o teste antes de mim. Estacionou certinho e bateu na baliza na hora de sair. - digo dando seta para a esquerda.
Agora era a minha vez de sair. Tudo jóia até agora. Não iria errar uma besteira, como pegar o cone na hora de sair. E realmente não pego.
- Não repare na minha felicidade, só que oras... terceira vez que faço este teste, já era hora!
Mas o teste ainda não acabou e erros são fatais. Ainda há uma parada, uma curva e um estacionamento. Dou seta para a direita, enquanto me aproximo da curva final.

Não há carros, como das outras vezes. Então viro já próximo à guia, repito a seta, paro e desligo o carro. "Oh boy! Oh boy!"
- Aqui está. - diz enquanto me entrega o papel com o veredicto e as faltas.
Olho de relance para o papel e percebo que cometi alguma infração. Mesmo assim, tenho a certeza de que passei. Pego o papel, saio do carro e mostro a língua para a garota baixinha, que vem na minha direção para entrar no carro e fazer o teste.
Chego onde minha mãe e o resto do pessoal está esperando. Não preciso dizer nada, já que a felicidade está estampada no meu rosto. Mesmo assim ela pergunta:
- E aí, passou?
- Passei! - enquanto entrego o papel para o meu professor - O que eu errei, Flávio? Eu passei, né?
- Passou sim. Mas, hm.. tá vendo, uma falta grave. Descontrole no plano. Você pegou a roda da frente na guia, na hora da baliza. Se fosse a de trás ele falaria para você fazer de novo.
- Menos mal que foi só isso, é que eu não estava enxergando a guia.
Fico sabendo então, depois dos outros dois alunos fazerem o teste, que a grávida foi a única que reprovou. A baixinha, em seu segundo teste, e o altão, em seu primeiro, conseguiram a carta, assim como eu.

No rádio do carro: Rush - Driven
Mensagem de nossos patrocinadores: "Potência não é nada sem controle." - Pirelli
Livro do dia: Christine, Stephen King

postado por Felipe às 5:36 PM | Comments:



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